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Tecnologia 11 de junho de 2026 às 13:00 · Redação FWD

Intel Foundry ganha tração com Google e Nvidia, sinalizando diversificação na cadeia de chips de IA

A Intel Foundry está emergindo como alternativa à Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), com a Google encomendando mais de 3 milhões de Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) para 2028 e a Nvidia avaliando o processo 18A da Intel para futuras GPUs. Essa movimentação de grandes players de tecnologia indica uma busca por diversificação na cadeia de suprimentos de chips de inteligência artificial, o que pode reduzir riscos de fornecimento e impactar custos e.

Intel Foundry ganha tração com Google e Nvidia, sinalizando diversificação na cadeia de chips de IA
Foto: Nicolas Foster no Pexels

A Intel Foundry, divisão de fabricação de chips da Intel, registrou um avanço significativo ao atrair a atenção de gigantes da inteligência artificial, Google e Nvidia, sinalizando uma potencial reconfiguração na cadeia de suprimentos global de semicondutores. A Google realizou um pedido substancial de mais de 3 milhões de suas Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) para produção em 2028, enquanto a Nvidia está avaliando o processo de fabricação 18A da Intel e suas tecnologias avançadas de empacotamento para futuras arquiteturas de GPU.

O que mudou na prática

Na prática, a Google formalizou um pedido para a Intel fabricar mais de 3 milhões de seus chips TPU, projetados internamente para treinar e executar modelos de IA, com entrega prevista para 2028. Este é um contrato de volume considerável e representa uma validação importante para a capacidade de fabricação da Intel. Paralelamente, a Nvidia, líder no mercado de GPUs para IA, está em fase de testes do processo de fabricação 18A da Intel e de suas soluções de empacotamento avançado. A avaliação da Nvidia foca na possibilidade de a Intel produzir um processador que integre quatro chips gráficos em uma única unidade, um design associado à sua arquitetura de GPU Feynman, também esperada para 2028. Embora a Nvidia ainda não tenha um compromisso de produção final, o interesse demonstra a crescente confiança na tecnologia da Intel.

O processo 18A da Intel é um marco para a empresa, sendo o primeiro a utilizar transistores RibbonFET (gate-all-around) e a tecnologia PowerVia para entrega de energia pela parte traseira do chip. Essas inovações visam oferecer melhorias substanciais em desempenho por watt e densidade de chip, elementos cruciais para o avanço da computação de IA. A capacidade da Intel de atrair esses clientes de ponta é um indicativo de que sua estratégia de revitalização da divisão de fundição está ganhando terreno, posicionando-a como uma alternativa viável à predominância da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC).

Impacto e por que importa

Essa movimentação tem um impacto direto na resiliência da cadeia de suprimentos de semicondutores. A dependência global de uma única empresa, a TSMC, para a fabricação de chips de IA de ponta tem gerado preocupações com gargalos de capacidade e riscos geopolíticos. A entrada da Intel como um fornecedor significativo oferece uma opção de diversificação, o que pode mitigar esses riscos e estabilizar o fornecimento de componentes essenciais para a indústria de tecnologia.

Para empresas brasileiras que dependem fortemente de infraestrutura de IA e serviços de nuvem, essa diversificação é crucial. Uma cadeia de suprimentos mais robusta e com múltiplas fontes pode levar a uma maior previsibilidade na disponibilidade de hardware, potencialmente estabilizando preços e permitindo um planejamento estratégico mais eficaz. A escassez de chips, impulsionada pela demanda insaciável por IA, tem sido um desafio global, afetando desde a produção de smartphones até a construção de data centers. Com a Intel ganhando capacidade e confiança, a concorrência no setor de fundição pode se intensificar, beneficiando indiretamente os consumidores finais e as empresas que adquirem esses produtos e serviços.

Além disso, a capacidade de empresas como Google e Nvidia de ter múltiplos fornecedores para seus chips de IA personalizados significa que elas podem otimizar seus designs e estratégias de produção com maior flexibilidade. Isso pode acelerar a inovação em hardware de IA, resultando em modelos mais eficientes e poderosos, que eventualmente estarão disponíveis através de serviços de nuvem e soluções empresariais utilizadas no Brasil. A melhoria na eficiência e no desempenho dos chips de IA é um fator determinante para o avanço de aplicações em áreas como análise de dados, automação e desenvolvimento de produtos inteligentes, essenciais para a competitividade das empresas brasileiras no cenário digital.

O que monitorar e próximos passos

Empresas brasileiras devem monitorar a evolução da Intel Foundry e a concretização de novos contratos de fabricação. A performance e o rendimento do processo 18A da Intel serão indicadores-chave de sua capacidade de competir em larga escala com a TSMC. É importante observar como essa diversificação impactará os prazos de entrega e os custos de hardware de IA, tanto para soluções on-premises quanto para serviços de nuvem.

Para os próximos passos, as empresas devem considerar a resiliência de suas próprias cadeias de suprimentos de tecnologia. Avaliar a dependência de um único fornecedor de hardware ou serviços de nuvem e explorar alternativas pode ser uma estratégia prudente. À medida que a competição no setor de semicondutores se acirra, a disponibilidade de opções de fabricação pode influenciar as decisões de investimento em infraestrutura de IA e a escolha de parceiros tecnológicos, garantindo maior segurança e flexibilidade para as operações no Brasil.

Fontes consultadas

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