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Marketing 18 de maio de 2026 às 12:00 · Redação FWD

Google Ads limita retenção de dados históricos, exigindo ação imediata de anunciantes

A partir de 1º de junho de 2026, o Google Ads implementará novas políticas de retenção de dados, limitando o acesso a informações granulares (horárias, diárias e semanais) a um período de 37 meses. Dados agregados (mensais, trimestrais e anuais) continuarão disponíveis por 11 anos. Esta mudança exige que agências e anunciantes exportem e armazenem proativamente seus dados históricos para evitar a perda de insights cruciais para análises de longo prazo e tomadas de decisão estratégicas.

Google Ads limita retenção de dados históricos, exigindo ação imediata de anunciantes
Foto: Szabó Viktor no Pexels

O Google Ads anunciou uma mudança significativa em sua política de retenção de dados, com impacto direto na forma como agências e anunciantes acessam e gerenciam informações históricas de campanhas. A partir de 1º de junho de 2026, dados granulares, como relatórios horários, diários e semanais, estarão disponíveis apenas por um período de 37 meses. Essa alteração exige uma revisão urgente das estratégias de coleta e armazenamento de dados para evitar a perda de insights valiosos.

O que mudou na prática

Até então, os anunciantes tinham acesso a até 11 anos de dados históricos no Google Ads, permitindo análises aprofundadas de tendências sazonais e crescimento de longo prazo. Com a nova política, a janela de acesso para dados mais detalhados será drasticamente reduzida.

As novas regras de retenção são as seguintes:

  • Dados granulares: Informações em nível horário, diário e semanal, coletadas por períodos inferiores a um mês, estarão acessíveis por 37 meses. Após esse período, qualquer consulta via interface do Google Ads ou APIs para dados mais antigos retornará um erro.
  • Dados agregados: Relatórios mensais, trimestrais e anuais continuarão disponíveis por 11 anos, oferecendo uma visão mais ampla, mas com menos detalhe.
  • Métricas de alcance e frequência: Estas métricas terão um período de retenção de apenas 3 anos.

Esta política de retenção se aplica não apenas à interface do Google Ads, mas também ao Google Ads API, Google Analytics 4 (quando as contas estão vinculadas), Search Ads 360 e aos conectores do BigQuery Data Transfer Service.

Para usuários do BigQuery Data Transfer Service, a mudança é particularmente crítica. A partir de 1º de junho de 2026, os conectores para Google Ads, Search Ads 360 e Google Analytics 4 deixarão de preencher dados para execuções de backfill com datas anteriores a 37 meses da data atual. Além disso, tentar um backfill manual para datas mais antigas pode, inadvertidamente, sobrescrever dados históricos existentes com valores vazios, resultando em perda de informações.

Impacto e por que importa para decisões de negócio

A limitação do acesso a dados granulares impacta diretamente a capacidade de anunciantes e agências de realizar análises comparativas de longo prazo, identificar tendências sazonais precisas e construir modelos de previsão acurados.

Para empresas que dependem de dados históricos detalhados para auditorias, planejamento de orçamento, análise de desempenho de campanhas sazonais ou comparações ano a ano, a ausência dessas informações pode comprometer a tomada de decisões estratégicas. Por exemplo, uma agência que gerencia campanhas de varejo com picos em datas comemorativas pode ter dificuldades em otimizar o desempenho sem acesso a dados diários de anos anteriores.

Além disso, sistemas de relatórios automatizados e dashboards que puxam dados diretamente das APIs do Google Ads podem falhar ou apresentar informações incompletas se não forem atualizados para considerar os novos limites de retenção. Isso pode levar a inconsistências nos relatórios internos e externos, afetando a confiança nas métricas de desempenho.

A mudança reflete uma tendência mais ampla na indústria de tecnologia em direção a práticas mais rigorosas de gerenciamento de dados, muitas vezes impulsionadas por preocupações com a privacidade. No entanto, a forma como essa política é implementada exige uma resposta proativa dos profissionais de marketing para garantir a continuidade de suas operações e análises.

O que monitorar e próximos passos

Diante da iminência da nova política, é fundamental que agências e anunciantes tomem medidas imediatas para salvaguardar seus dados históricos. A principal recomendação é exportar e armazenar proativamente todos os dados granulares necessários antes de 1º de junho de 2026.

As opções para exportação incluem:

  • Download manual: Baixar relatórios diretamente da interface do Google Ads.
  • Google Ads API: Utilizar a API para extração e armazenamento automatizado de dados em sistemas próprios ou data warehouses.
  • Google Analytics: Se as contas estiverem vinculadas, pode-se usar as ferramentas do Google Analytics para exportar dados.
  • BigQuery Data Transfer Service: Para quem já utiliza, é crucial iniciar as execuções de backfill para garantir que todos os dados históricos sejam transferidos e armazenados antes do prazo final, evitando a perda de dados ou a sobrescrita por valores vazios.

É essencial que as equipes de marketing e dados revisem seus fluxos de trabalho de relatórios e dashboards para identificar quaisquer dependências de dados granulares antigos. A adaptação desses sistemas para consultar apenas dados dentro da nova janela de retenção ou para utilizar os dados armazenados externamente será crucial. Monitorar os comunicados oficiais do Google Ads e suas documentações para quaisquer atualizações adicionais também é um passo importante para garantir a conformidade e a continuidade das operações de marketing digital.

Fontes consultadas

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