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Marketing 08 de junho de 2026 às 12:00 · Redação FWD

Google Ads remove fallback de Google Signals para coleta de dados de publicidade

A partir de 15 de junho de 2026, o Google Ads descontinuará o uso do Google Signals como mecanismo de fallback para a coleta de dados de publicidade, tornando o parâmetro ad_storage do Consent Mode V2 a única autoridade. Essa mudança exige que anunciantes e agências auditem suas configurações de consentimento para evitar perda de dados de conversão, redução de audiências de remarketing e riscos de conformidade com a LGPD no Brasil.

Google Ads remove fallback de Google Signals para coleta de dados de publicidade
Foto: Stefan Coders no Pexels

A partir de 15 de junho de 2026, o Google Ads implementará uma alteração significativa na forma como os dados de publicidade são coletados, descontinuando o uso do Google Signals como um mecanismo de fallback. Com esta mudança, o parâmetro ad_storage do Consent Mode V2 se tornará a única autoridade para a coleta de dados de publicidade em contas Google Ads vinculadas. Esta alteração exige uma revisão imediata das configurações de consentimento por parte de anunciantes e agências para evitar perdas de dados de conversão, diminuição do tamanho das audiências de remarketing e potenciais riscos de conformidade regulatória, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.

O que mudou na prática

Até 14 de junho de 2026, o fluxo de dados para o Google Ads era determinado por uma combinação dos sinais do Consent Mode e das configurações do Google Signals dentro do Google Analytics 4 (GA4). O Google Signals atuava como uma “rede de segurança” ou “mecanismo de proteção”, preenchendo lacunas de rastreamento quando a implementação do Consent Mode estava incompleta ou configurada incorretamente.

Com a mudança, essa dualidade de controle será eliminada. O Google Ads deixará de consultar as configurações do Google Analytics e passará a depender exclusivamente dos sinais enviados pela plataforma de gerenciamento de consentimento (CMP) por meio do Consent Mode. Mais especificamente, o parâmetro ad_storage do Consent Mode V2 será o único a determinar quais dados de publicidade são coletados e transmitidos para a conta do Google Ads.

Para as empresas que operam em regiões com regulamentações de privacidade rigorosas, como o Espaço Econômico Europeu (EEE), Reino Unido e Suíça, esta alteração tem implicações diretas para a conformidade com o GDPR e a Diretiva ePrivacy. Embora os artigos de referência se concentrem nessas regiões, a LGPD do Brasil compartilha muitos conceitos com o GDPR, tornando esta atualização igualmente relevante para empresas brasileiras.

Impacto e por que importa

O impacto desta mudança para agências e profissionais de marketing digital é multifacetado e crítico:

  • Perda de dados de conversão: Websites que dependiam do Google Signals para compensar configurações incompletas do Consent Mode V2 podem experimentar uma queda “silenciosa” nas conversões rastreadas. Isso significa que conversões reais podem ocorrer, mas não serão atribuídas corretamente às campanhas, dificultando a otimização e a mensuração do ROI.
  • Redução de audiências de remarketing: As audiências de remarketing construídas a partir do GA4, que antes se beneficiavam do alcance cross-device do Google Signals, agora incluirão apenas usuários que concederam explicitamente o consentimento para ad_storage via Consent Mode. Se a taxa de consentimento for baixa ou a configuração ambígua, as listas de remarketing podem encolher significativamente.
  • Otimização de lances comprometida: Algoritmos de Smart Bidding, como CPA (Custo por Aquisição) e ROAS (Retorno sobre o Investimento em Publicidade), dependem de dados precisos de conversão para funcionar eficazmente. Com a perda de dados, a capacidade do Google AI de otimizar lances será prejudicada, resultando em campanhas menos eficientes.
  • Riscos de conformidade: A dependência exclusiva do ad_storage para a coleta de dados de publicidade aumenta a responsabilidade das empresas em garantir que suas implementações de Consent Mode V2 estejam em total conformidade com as leis de privacidade de dados. A falha em fazê-lo pode expor as empresas a riscos legais e multas, especialmente em mercados regulados.
  • Simplificação com maior rigor: Embora a consolidação do controle no Consent Mode V2 simplifique o sistema, ela também o torna menos tolerante a configurações incorretas. A precisão técnica do banner de consentimento do website se torna o fator mais importante para o sucesso da conta de anúncios.

O que monitorar e próximos passos

Para mitigar os riscos e garantir a continuidade das operações de marketing digital, agências e anunciantes devem tomar as seguintes ações urgentes antes de 15 de junho de 2026:

  1. Auditoria completa da configuração de consentimento: Verifique se o Consent Mode V2 está implementado corretamente em seu website e se o parâmetro ad_storage está sendo definido explicitamente com base no consentimento real do usuário.
  2. Uso de CMPs certificadas pelo Google: Garanta que sua plataforma de gerenciamento de consentimento (CMP) seja certificada pelo Google e suporte todos os quatro parâmetros do Consent Mode V2. CMPs certificadas integram-se automaticamente e facilitam a conformidade.
  3. Clareza no banner de consentimento: Certifique-se de que o banner de consentimento do seu website oferece opções claras de “aceitar” e “rejeitar” e que as escolhas do usuário são comunicadas corretamente ao Google Tag Manager (GTM) antes que quaisquer tags de rastreamento sejam acionadas.
  4. Considerar a implementação avançada do Consent Mode V2: Para empresas que buscam maximizar a recuperação de dados, mesmo de usuários que negam consentimento, a implementação avançada do Consent Mode V2 envia pings sem cookies para o Google, permitindo a modelagem de conversões.
  5. Atualização da política de privacidade: Revise e atualize a política de privacidade do seu website para refletir explicitamente a associação de dados com informações de usuários logados no Google, conforme as novas diretrizes.
  6. Monitoramento pós-15 de junho: Após a data limite, compare os tamanhos das audiências e as contagens de conversão com os dados de antes de 15 de junho para identificar qualquer impacto e ajustar as estratégias conforme necessário.

Esta mudança representa um passo adiante na consolidação do controle de privacidade de dados e exige que os profissionais de marketing adotem uma abordagem mais rigorosa e transparente em relação ao consentimento do usuário. A proatividade na adaptação a estas novas regras será crucial para manter a eficácia das campanhas de publicidade e a conformidade legal.

Fontes consultadas

#google-ads#consent-mode-v2#privacidade-de-dados#lgpd#marketing-digital#analise-de-dados

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